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COLUNA DA COPA: A Copa do improvável e no jogo dos iguais, valeu a diferença
Confira:
publicada em 03/07/2018

No jogo dos iguais, valeu a diferença

O que era esperado aconteceu, igualdade total no duelo entre suecos e suíços. A partida se concentrou na maior parte do tempo no meio campo com as defesas prevalecendo, afinal de contas, as duas equipes conta com um enorme poderio defensivo.

Mas, no jogo dos iguais, alguém precisava fazer o diferente e um dos poucos jogadores em campo, capaz de transformar o jogo pesado, de passes para o lado e sem muitos chutes no gol, era o sueco Forsberg. Toda vez que o camisa 10 pegava na bola, havia um lampejo de uma jogada mais criativa.

O melhor jogador sueco chamou a responsabilidade e numa de suas jogadas, marcou o único gol da partida e que deu a vaga para sua seleção para as quartas de final da Copa.

Viva o diferente.

 

Jesus ou Firmino?

Essa é a grande discussão após mais um jogo do Brasil sem Gabriel Jesus marcar um gol. Críticos o defendem por fazer o “trabalho sujo” para Neymar e companhia aparecerem mais. O menino Jesus estaria se doando mais para o coletivo.

Os defensores do jovem atacante dizem que ele tem um papel tático importante, rouba bola, intercepta, mas o que falta, além do gol, é também castigar o defensor. Ter mais chutes, cabecear mais, brigar com os zagueiros gringos.

Roberto Firmino que vive sua melhor fase da carreira, sendo fundamental na campanha do vice-campeonato da Champions League na última temporada pelo seu clube, o Liverpool, pede passagem, não só pelo faro de gol, mas com as mesmas características que Jesus apresenta em campo, mas com o principal, bola na rede.

Firmino tem como uma das suas principais funções, “abafar” a saída de bola adversária. Aliás, foi isso que encantou seu treinador na equipe inglesa a manter o jogador como titular e ser destaque.

Jesus vem fazendo um bom trabalho defensivo para nossa seleção, não negamos, mas para ser nosso 9, é preciso mais, é preciso fazer gol.

 

A Copa do improvável

Que Mundial estamos vendo na Rússia. Tá bom, não é lá das melhores tecnicamente, mas no quesito emoção é a melhor de todos os tempos, sem dúvida. Pelo fato do futebol está cada vez mais globalizado, o nível técnico da maioria das seleções está cada vez mais próximo.

Este mundial está sendo um show de resultados improváveis. Quem aí apostaria que a toda poderosa seleção alemã seria eliminada na primeira fase e com derrota para os coreanos na última rodada? Quem imaginaria que mesmo a seleção russa sendo a dona da casa, seria ela que eliminaria precocemente a favorita Espanha? E quem imaginava que o Japão, azarão que passou para a segunda fase da copa, conseguisse abrir 2 a 0 no placar diante da Bélgica nas oitavas e a seleção europeia conseguisse virar a partida nos acréscimos?  E por último e não menos emocionante, quem acreditava que a Colômbia, sem seu principal jogador em campo, o James Rodrigues, e jogando mal diante da Inglaterra, conseguisse empatar o jogo aos 48 minutos do segundo tempo e levar para a partida para os penaltis?

O improvável foi o destaque desta copa do mundo.

Encruzilhada

O maior nome da seleção nigeriana, Obi Mikel, revelou que jogou contra a Argentina, último jogo da primeira fase da Copa, sabendo que seu pai havia sido sequestrado. Horas antes do jogo contra os Hermanos, Mikel recebeu uma ligação em que os sequestradores pediam dinheiro em troca da vida do seu pai.

Durante entrevista coletiva, o jogador confessou que preferiu não dizer nada a nenhum companheiro ou técnico para que não atrapalhasse o clima do vestiário e que não deixaria de jogar aquela partida tão importante para não desapontar mais de 180 milhões de torcedores. O pai do jogador foi liberado uma semana depois do ocorrido após uma operação de resgate.  

 

Furacão inglês

Você que não acompanha futebol europeu com muita frequência e ouve sempre falar que Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo arrebentam toda semana em seus clubes, talvez nunca tenha ouvido falar no artilheiro Harry Kane, apelidado carinhosamente de Hurrikane. O craque é tímido, de pouca mídia, mas muito futebol.

O cara é um verdadeiro furacão em campo. Ele marca, ele briga, ele rouba bola, ele castiga os defensores e marca gol, mas muito gol, tanto é que é o artilheiro desta edição da Copa do Mundo. Além disso, Kane foi um dos goleadores da última temporada, defendendo seu time, o Tottenham da Inglaterra.

O atacante marcou o único gol da equipe inglesa no confronto contra a Colômbia no tempo normal. Abram os olhos, alerta de muito furacão nesta copa.

Por Bruno Lopes
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